Gouveia, P (2011) Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro.

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Num curto resumo ao artigo escrito por Pedro Gouveia na UTAD(Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro utilizando apenas as suas afirmações e conclusões pode-se constatar que o autor o karate como uma modalidade de carácter diferente das restantes devido a uma inerente filosofia de vida, como podemos constatar em :

” Não podemos dissociar o Karate da Filosofia Oriental que está inerente à sua origem. Está comprovada a existência de um perfil psicológico específico de cada modalidade, no entanto, no âmbito do Karate poucos estudos foram realizados. O objectivo principal deste estudo foi caracterizar o perfil psicológico do praticante de Karate e compara-lo segundo a especialidade praticada (Kumite/Kata). ”

No que toca a psicologia do desporto o autor relata fundamentado em outros autores de renome que esta tem um fator preponderante para a competição ao mais alto nível, dizendo até que há desportista que sem qualquer vantagem física, técnica e tática ainda assim conseguem levar de melhor os seus adversários, facto apenas explicável apenas pela psicologia do desporto.

“Actualmente, a psicologia do desporto assume um papel importante na melhoria da performance (Vasconcelos-Raposo, 1993), sendo unanimemente aceite, pelos cientistas do desporto, treinadores e atletas, a importância dos factores e competências psicológicas no rendimento desportivo (Cruz, 1996). È importante salientar que actualmente, os pedidos de intervenção psicológica junto de clubes ou federações são cada vez mais frequentes, o que demonstra, uma cada vez maior sensibilidade para os aspectos psicológicos, como factores determinantes na performance desportiva. De facto, são conhecidas inúmeras situações no contexto desportivo de elite, nas quais atletas ou equipas que, não aparentando possuir vantagem física, técnica ou táctica, superam desafios pela capacidade de resistir e prevalecer sob situações de elevada tensão, pela capacidade de gerir e manter o equilíbrio emocional, pela capacidade de saber manifestar uma atitude paciente, e porque não dizer, pela fé. Inversamente, encontramos atletas com reconhecidas aptidões físicas no patamar de excelência, e que conseguem prestações quase perfeitas em regime de treino, mas que em contexto competitivo atingem resultados modestos e não satisfatórios.”

Neste estudo sem conclusão firme e estatisticamente significativa ainda assim se conclui que os atletas pertencentes á variante de Kata(forma) são tendencialmente mais afectados com o negativismo e as quebras psicológicas relativos ao desgaste da competição e dos treinos, enquanto os atletas  da variante de Kumite (combate) são mais fortes de carácter psicológico e com menos quebras de rendimento devido a este como o autor fala neste excerto :

“Embora as diferenças ao nível do negativismo, activação e autoconfiança não sejam estatisticamente significativas, verifica-se uma tendência para os praticantes de Kata registarem valores mais elevados para as variáveis negativismo e activação e os de Kumite para a variável autoconfiança.”

 

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